Coisa curiosa que acontece nessa tal de internet é o tanto de gente que eu vejo se dizendo inteligente, gastando tempo discutindo com pessoas que eles consideram burras.

Eu considero inteligente a pessoa que usa seu conhecimento em benefício próprio ou de outros. Expondo opiniões, trocando ideias, etc. Se você só faz propaganda da sua inteligência com a intenção de esnobar o próximo, na minha humilde opinião, você é no máximo um medíocre bem instruído, mas não inteligente.

Quando você gasta seu tempo explanando sobre seus talentos intelectuais apenas para humilhar uma pessoa que escreveu uma palavra errada, por exemplo, você não está se mostrando inteligente, apenas idiota.

Ser inteligente não está relacionado apenas com o quanto você sabe. Ser inteligente tem relação principalmente com como você usa aquilo que sabe.

Pessoas menos instruídas que você podem parecer mais inteligentes pelo simples fato de fazerem melhor uso daquilo que sabem do que você faz. Quando elas fazem algo positivo com o conhecimento que possuem, enquanto você usa o seu para se gabar, elas se mostram mais inteligentes que você.

Em determinadas situações até um analfabeto pode parecer mais inteligente que alguns intelectuais de internet. Porque algumas pessoas, por não terem o que dizer ou um bom motivo para dizê-lo, demonstram sua inteligência de uma forma que poucos sabidos modernosos conseguem fazer, ficando caladas.

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Acho curiosa a forma como algumas pessoas reagem a determinados fatos.

Me lembro do dia em que fui assistir Bastardos Inglórios no cinema e das pessoas comentando no final do filme sobre como teria sido bom se a história tivesse ocorrido daquela maneira. Se Hitler tivesse sido morto durante o curso da guerra, em alguma das várias tentativas de assassina-lo, milhares de vidas teriam sido poupadas.

É senso comum que as atrocidades da Segunda Guerra teriam cessado de imediato caso o líder nazista tivesse sido abatido mais cedo. O que sem duvida alguma justificaria sua morte, afinal, na balança dos justos, a vida de um tirano certamente vale menos que a de milhares de inocentes.

Sessenta e tantos anos depois, eis que chega a hora e a vez de Osama Bin Laden. O malévolo inimigo número um dos americanos e seus aliados, e orquestrador dos atentados de 11 de setembro de 2001.

Imagino que muitos, como eu, lembram exatamente onde estavam e o que faziam no momento em que as TVs do mundo inteiro passaram a transmitir ao vivo as imagens dos aviões se chocando contra as torres do World Trade Center e posteriormente o seu colapso. As imagens que entraram para a história também ficaram gravas na mente de todos que assistiram aquilo, juntamente com a indignação e a dor de ver tantas vidas ceifadas.

O mundo ficou ultrajado com a atrocidade. Ninguém questionou o direito de retaliação dos americanos, pois qualquer nação na mesma posição faria exatamente o mesmo. Líder nenhum do mundo se furtaria o direito de revidar a tamanha violência. E certamente teria apoio de seus aliados assim como tiveram os americanos.

Estranhamente, passados dois dias do anuncio da morte do terrorista, vejo muitas pessoas questionando a ética da ação que executou Osama Bin Laden. Um terrorista assasino que morreu vitima de um ato de guerra, numa guerra que ele mesmo iniciou.

A guerra não é o estado normal das coisas. Na guerra não se usam recursos convencionais, e na guerra as ações não obedecem os parâmetros normais, exatamente pelo fato de que a guerra é um estado excepcional. A guerra surge porque fatos extremos ocorrem, embora sejam sujeitos à interpretação, e quem está de fora raramente tem a mesma opinião de quem está dentro do conflito.

Quando presenciamos esses conflitos as opções são: Apoiar um lado, apoiar o outro lado, ou, contanto que não lhe afete, não se importar.

“Terrorista malvado sem vergonha filho dum capeta tem que morrer!” dizem alguns.

“Ele é maluco, mas é fruto do maldito imperialismo americano.” dizem outros, enquanto tomam um café no Starbucks tuitando de seus iPhones.

“Mas os americanos malvados deram ordem de matar Bin Laden e não de captura-lo vivo. Ele merecia um julgamento justo por seus atos.” dizem os mais sensatos.

Mas alguém se perguntou se ele daria esta chance aos seus captores? Alguém por aí se lembra qual foi o ato final de Hitler quando Berlim caiu? Alguém se lembra quais foram as ordens dadas por Saddam Hussein à seus seguranças sobre como deveriam agir no caso de se verem cercados por soldados americanos? NEVER SURRENDER!

Pouca gente entende o conceito de mártir por aqui, mas homens como Bin Laden conhecem bem este conceito. Sabem da importância de um herói para uma causa, e sabem o efeito que ele exerce sobre os seguidores desta causa.

Matar Bin Laden trará consequências para os americanos e seus aliados, mas prender Bin Laden traria consequências ainda piores. Quem não se lembra da aparência de Saddam após a sua prisão? A imagem de implacável inimigo da liberdade em seu lustroso uniforme militar deu lugar à imagem fragilizada de homem velho e doente. Não fosse ele tão odiado inclusive por seu próprio povo, sua condenação e execução teriam se tornado um símbolo para seus apoiadores.

“Mas Bin Laden também era odiado, o resultado seria o mesmo.” Não seria não. Pois tanto quanto era odiado Bin Laden era adorado por aqueles que abraçaram sua causa. Sua execração publica em um julgamento que seria acompanhado pela mídia do mundo inteiro serviria apenas de combustível para alimentar ainda mais o ódio dos extremistas, para os quais a justiça do ocidente é apenas mais um instrumento do imperialismo.

Um grupo que declara seu ódio abertamente contra um povo, decreta que é obrigação de todos os seus membros executar sumariamente todos aqueles que se enquadram na sua lista de inimigos, e usa todos os recursos a sua disposição para agir da forma mais violenta contra esses inimigos, deixa claro que os parâmetros convencionais de justiça serão insuficientes para punir seus atos.

Quem declara guerra se sujeita às suas consequências. Osama entrou em guerra contra os americanos e pagou o preço por isso.

Ele ofereceu aos seus inimigos a ponta de sua lança, e recebeu o mesmo em troca.

E para quem está questionando a “justiça” desta ação, entenda, este não foi um ato de justiça, apenas um ato de guerra.

E como dizem por ai: No amor e na guerra vale tudo!

Nunca seremos um Zangief Kid

Publicado: 30/04/2011 em Opinião
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Em minha opinião bullying é uma palavra suave para referenciar o comportamento do Senado brasileiro, mas serviu o seu propósito neste texto da Ruth de Aquino para a Época.

Um trecho:

Somos vítimas de bullying político, moral e cívico. E nada fazemos. O país parece anestesiado pela overdose real de William e Kate naquela ilha ao norte do Equador. Ao sul, em nossa república tropicalista, assistimos passivamente a uma das cerimônias mais vergonhosas do Senado. Renan Calheiros acaba de entrar para a Comissão de Ética. Roberto Requião arranca gravador de repórter para apagar sua própria entrevista. Tudo com o beneplácito do padrinho-mor José Sarney. (leia o texto completo na Época)

Só não achei justo culpar o novo casal de pombinhos reais pela dormência do brasileiro.

Essa dormência não começou ontem e tem outras causas, e são elas bem conhecidas. Ao estilo malandro-sambista-futeboleiro de bem com a vida com o qual o brasileiro sempre fez questão de se identificar para o mundo, soma-se a febre consumista da recente classe média emergente.

Pessoas que sempre viveram a margem de alguns sonhos de consumo, hoje, enfeitiçados pelo caríssimo crédito a perder de vista, se deslumbram com o maravilhoso mundo das prateleiras de magazines.

Essa nova classe média foi educada para ignorar a política, para achar que o esforço de se indignar é inválido, e para pensar que, se conquistou um diploma com um ensino de segunda classe, está empregado, e o dinheiro dá para pagar o carnê daquela enorme tela de plasma que ele tanto queria para a sala, tudo está bem.

A corrupção hoje é vista como algo que faz parte do sistema e é relegada ao segundo plano. E por maior que seja o esforço de alguns setores da imprensa e de outras instituições em alardear o quanto ela é nociva à sociedade, esse esforço é sumariamente ignorado pela grande maioria da população. A indignação do brasileiro dura apenas uma fração do que dura um feriado de carnaval.

Para quem observa o cenário com um pouco mais de atenção, existe pouca ou nenhuma expectativa sobre qualquer tipo de mudança, pois todo esse espetáculo foi bem escrito e é muito bem dirigido, e o povo brasileiro desempenha magistralmente o seu papel nesta peça.

Trocamos nossa indignação por uma estabilidade econômica limitada, e por um crescimento cambaleante que se aproxima rapidamente do seu limite. Tudo que é necessário para alçar uma paródia populista ao sucesso.

E ainda há quem ache que os índios é que eram ingênuos por gostarem tanto de espelhinhos…

Bullying

Publicado: 21/04/2011 em Opinião
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Estava assistindo esta matéria no Today Show de hoje e comecei a relembrar os meus tempos de escola.

Na época do primeiro grau eu algumas vezes fui vítima do que hoje é conhecido por bullying. Eu era meio quietão, gordinho, sempre fui mais alto que a maioria das outras crianças, gostava de quadrinhos, desenho animado, colecionar figurinhas e outras coisas que hoje são nerdices que fazem o cara ser cool. No meu tempo só te colocavam no hall dos bobões da turma.

Enquanto os fodalhões (©Cardoso) da turma só falavam de festinhas, cabulavam aula pra ir ao cinema e outras coisas legais, eu batia altos papos sobre livros, desenhos, filmes, e outras coisas que faziam parte do pequeno universo da minha turma de bobões.

A questão é que, naquela época eu nunca liguei muito pra isso, assim como meus amigos, que também eram vítimas de certas brincadeiras, alguns até mais frequentemente do que outros.

Nós usávamos a tática do “se ignorar eles param” e isso sempre pareceu funcionar bem. Obviamente sempre havia algum chato mais insistente, mas no final do primeiro grau eu já não era tão bobão e, como eu disse antes, sempre fui maior que a maioria das outras crianças, então alguns sopapos acabaram por resolver essa questão dos demasiadamente insistentes.

Aparentemente hoje em dia essa tática de ignorar insultos e deixar falar quem quiser falar não funciona. Todos os dias os jornais estão trazendo alguma matéria falando sobre alguém que foi vitima do bullying. Crianças que são agredidas verbal e fisicamente ao ponto de não conseguirem mais frequentar as aulas, casos indo parar na policia, e etc.

Nem vou comentar o fato dos malucos que costumam invadir escolas para dar cabo daqueles que consideram culpados por seus transtornos porque acredito que nesses casos existem outros fatores mais sérios do que a própria questão do bullying.

No segundo grau a minha vida escolar foi diferente, fui para uma escola particular renomada, que tinha meio que um clima das escolas americanas que costumamos ver nos filmes. As tribos eram bem definidas. Haviam os nerds, a turminha do teatro, os atletas, onde acabei me inserindo porque jogava basquete no time do colégio, e a turma dos “normais”. Mas fora algumas raras exceções, não havia esse clima de provocações constantes que aparentemente existe hoje.

As turmas diferentes se misturavam tranquilamente sem grandes complicações. Obviamente que cada um costumava passar mais tempo com as pessoas do grupo com o qual se identificava mais, mas em geral não haviam barreiras. E quando acontecia algum caso de alguém começar a pegar no pé de outra pessoa fazendo alguma provocação relacionada ao grupo social ou a alguma característica desta pessoa, normalmente era o provocador que acabava excluído. Porque ninguém via muito sentido em provocar outro aluno só porque ele era diferente. Aparentemente a coisa mais estranha para a maioria de nós era exatamente a intolerância.

O principal fator à que atribuo esse nosso comportamento era o fato de que toda turma de novos alunos recém chegados à escola, era submetida à uma espécie de dinâmica de grupo. Nos primeiros dias de aula os alunos de uma classe eram reunidos no teatro para se apresentarem uns aos outros, para falarem um pouco de si, e para participar de brincadeiras que visavam integrar as pessoas daquele grupo. Alunos veteranos também costumavam participar e também era responsáveis por levar os novatos para conhecer as dependências da escola (que era gigantesca), e para explicar as normas de comportamento e os procedimentos da escola.

Tudo isso servia para aproximar as pessoas e acabava por criar um clima que fazia todos se sentirem a vontade, e tornava o ambiente escolar mais agradável. Evitava panelinhas de classe, de veteranos que não se misturam com novatos e afins.

A escola estimulava atividades que misturavam alunos de classes e séries diferentes, como campeonatos esportivos, teatro, festivais de música, e também as festas. Pelo menos duas vezes por ano a escola liberava algum dos seus salões de eventos para que os alunos organizassem uma festa. Ficava tudo por nossa conta, e a escola se limitava apenas a fiscalizar a questão das bebidas, que obviamente sempre foi brilhantemente contornada por nós.

Não era uma perfeição de sistema, mas parecia funcionar muito bem, e eu nunca presenciei nada extremo como as coisas que vemos hoje.

Talvez as escolas de hoje estejam falhando na promoção dessa integração entre seus alunos. Hoje em dia fala-se muito sobre respeitar a individualidade, que é sim uma coisa importante, mas não em detrimento da coletividade. Os alunos devem ser estimulados a interagir e a respeitar seus colegas, e a enxerga-los como iguais, encarar o outro como alguém que está compartilhando com ele a experiência escolar.

Se um aluno se mostra intolerante por qualquer motivo que seja, a escola deve agir de imediato. Buscar soluções junto a família e, principalmente, deixar claro que aquele comportamento não será aceito.

Uma coisa que acho curiosa hoje é essa regra de não expulsar aluno. Essa não deve ser a primeira opção da escola, mas também não pode ser a ultima. A escola não pode querer consertar a falta de princípios de uma pessoa. Isso é trabalho para os pais. A escola deve proporcionar um ambiente que valorize os bons exemplos, mas se o aluno não mostrar disposição em segui-los, o compromisso da escola deve ser com aqueles que se integram e se comportam de forma civilizada. Expulsar e deixar a responsabilidade para quem é verdadeiramente responsável, neste caso, é zelar por aqueles que seguem os padrões sociais adequados.

Os especialistas em educação de hoje dão nome para tudo, querem resolver tudo com uma boa conversa, falam que não se deve vilanizar os alunos problemáticos, mas eu acho que é o excesso dessa boa vontade toda que está comprometendo a coletividade.

Crianças estão sofrendo violências, professores estão sofrendo violências, e essas questões são tratadas como se ninguém fosse culpado. Em minha opinião isso está errado. Pais são responsáveis pelo comportamento de seus filhos, e as escolas são culpadas por não protegerem seus alunos de indivíduos de comportamento inadequado.

Essa mania de achar que o fato de ser criança exime o individuo de ter que arcar com as consequências de seus atos não pode estar certa. Crianças devem sim aprender desde cedo que seus atos vão gerar consequências, e que algumas delas podem ser bem graves. Uma criança sem limites se torna um adulto sem limites se o seu comportamento não for corrigido. Os jornais trazem diariamente as consequências do comportamento desse tipo de pessoa.

Acredito que está faltando no mínimo uma norma de segurança básica e padronizada para proteger os alunos e professores de sofrerem algum tipo de violência dentro das escolas. Cada caso é um caso? Sim, mas alguma norma geral deve existir para forçar as escolas a tomarem providências quando o problema surgir, e a partir daí aplicar a solução mais adequada.

Eu não sei se esse assunto hoje está tão em evidência pelo fato de que lhe atribuíram um nome, se é porque as crianças de hoje são mais sensíveis do que na minha época, ou se é porque as provocações feitas hoje em dia são mais graves do que costumavam ser. Só sei que aparentemente a questão não está sendo tratada com a gravidade com que se apresenta. Pois hoje vemos professores de qualidade abandonando a carreira por medo de entrar na sala de aula, vemos crianças deixando de ir a escola por medo de serem agredidas, e vemos aqueles que praticam a violência sendo tratados como coitadinhos inocentes.

Há que tipo de futuro isso nos levará?

Voar, voar, sofrer, sofrer…

Publicado: 21/04/2011 em Notícias
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Enquanto no Brasil os passageiros, que deveriam ser tratados como consumidores que estão PAGANDO por um serviço, são tratados como se estivessem esmolando algum  favor das empresas aéreas, nos EUA o Departamento de Transportes resolveu dar um basta:

Clique AQUI para ver o vídeo da matéria (in english)

E as empresas que acabaram por provocar essas mudanças por lá foram exatamente o mesmo tipo de empresa que mais causa transtornos por aqui, as de baixo custo.

Então fica o exemplo para o governo brasileiro. Cobrar barato não dá às empresas o direito de tratar o passageiro feito gado. O consumidor merece e deve ser tratado com respeito.

Punições mais severas para o desrespeito é todo o incentivo que as empresas precisam para cumprir bem o seu papel.

A abertura de Game of Thrones ficou espetacular. Quem leu ou está lendo o livro e prestou atenção nos mapas e nas descrições dos cenários da história (ou estória se você preferir) vai concordar.

O primeiro episódio foi bom o suficiente para já garantir a renovação da série.

E eu confirmo, foi bom mesmo.

Nos ultimos dias o assunto do acidente entre o jato Legacy e o voo 1907 da Gol voltou aos noticiários devido aos depoimentos que estão sendo prestados pelos pilotos do Legacy à Justiça brasileira.

Além dos pilotos americanos, também estão sendo processados os controladores de voo que trabalhavam no momento do acidente. As investigações encontraram tantas falhas de tantas pessoas que fico surpreso do piloto do 1907 não estar sendo processado post mortem por alguma cagada ainda sem dono.

Mas o assunto do post é especificamente sobre algo que foi muito falado na época que era a situação do controle de tráfego aéreo no Brasil.

Falaram de falta de pessoal, de falta de equipamentos, grandes zonas fantasma onde os pilotos perdem comunicação com as torres de controle devido a distância entre elas e etc.

Toda essa conversa inclusive, forneceu farto material para a defesa dos pilotos americanos do jato Legacy, que não pestanejaram para jogar a culpa pra cima do precário sistema de controle de tráfego aéreo brasileiro.

Pois bem, só a título de curiosidade, vamos ver qual é o assunto quente do momento nos telejornais americanos desta semana:

Sleeping controllers prompt FAA to add late-night staff (MATÉRIA COMPLETA COM VÍDEO)

É, pois é…

Começou algumas semanas atrás com um outro caso, e a imprensa caiu em cima com tudo. Esta semana rolou este caso da reportagem do link e o FAA, que é a ANAC americana, acabou divulgando vários outros incidentes, e para acalmar as críticas, baixou uma determinação que obriga os aeroportos que funcionam durante a noite, mas que possuem baixo volume operacional, a colocar dois operadores nas torres para diminuir as chances de Morpheus sacanear os pilotos e colcar vidas em risco.

O mais curioso é que quando a mídia caiu em cima dos controladores, as associações e sindicatos da categoria sairam em defesa dos seus, e as explicações para o problema começaram a surgir. Operadores que trabalham até 12 horas consecutivas, poucas folgas, estresse provocado pelo excesso de aeronaves que cada controlador tem que operar, cortes de verbas que provocam redução de funcionários, etc.

Obviamente a corda acaba sempre arrebentando do lado mais fraco e lá não é diferente. Quando acontece esse tipo de problema a opinião pública quer cabeças, e logicamente as que estão rolando são as dos controladores. Tem gente sendo advertida, suspensa, demitida, o de sempre.

Depois de ver tudo isso, fiquei com uma sensação muito familiar, me lembrou algum lugar que eu conheço, mas não atinei ainda exatamente que lugar, mas depois acabo me lembrando…

Enfim, tá ai uma boa desculpa para a promotoria brasileira refutar a defesa dos pilotos americanos, afinal, essa desculpa de que o nosso sistema é que é ruim e que eles estão acostumados com coisa melhor já não cola mais.